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IGREJA CELEBROU DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO

  • há 2 horas
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A Igreja celebra nesta terça-feira, 1º, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, data que convida os cristãos de todo o mundo a renovar o compromisso com a proteção da Casa Comum.

A celebração também marcou o início do Tempo da Criação, período ecumênico dedicado à oração, à conversão e a ações concretas em favor da criação, que se estende até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis.

O Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, a iniciativa teve origem na Igreja Ortodoxa, que, desde 1989, celebra o dia 1º de setembro como uma jornada de oração pela criação.

Ao acolher a proposta, Francisco destacou que a data seria uma oportunidade para cada fiel e comunidade renovarem a própria vocação de guardião da criação.

A escolha da mesma data também possui um significado ecumênico, favorecendo a comunhão entre católicos e ortodoxos na oração e no compromisso com o cuidado da criação.

·         TEMPO DA CRIAÇÃO:

O Tempo da Criação é um período especial vivido por cristãos de diferentes tradições, eles são convidados a refletir sobre a responsabilidade de cuidar da Casa Comum e a transformar essa preocupação em gestos concretos.

A origem do período está ligada à tradição ortodoxa, em 1989, o Patriarca Ecumênico Dimitrios I proclamou 1º de setembro como um dia de oração pela criação, na tradição da Igreja Ortodoxa, a data coincide com o início do ano litúrgico e recorda a criação do mundo por Deus.

Imagem: Vatican News

·         BARTOLOMEU I FAZ APELO À RESPONSABILIDADE:

A celebração do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação também conta com a reflexão do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, conhecido por sua atuação em defesa do meio ambiente.

Em sua mensagem para a data, o patriarca chama a atenção para a gravidade da crise ecológica contemporânea e para a responsabilidade humana diante da degradação da natureza.

Para ele, a humanidade precisa abandonar a ilusão de que o planeta pode suportar indefinidamente os efeitos da exploração e da destruição provocadas pela ação humana.

Bartolomeu I aponta o consumismo, os interesses econômicos e geopolíticos e a busca por necessidades insaciáveis como fatores que contribuem para a crise ecológica, diante desse cenário, defende uma mudança na maneira como a humanidade compreende a ideia de progresso e se relaciona com a natureza.

O patriarca também destaca a solidariedade como princípio fundamental para enfrentar os desafios atuais, na perspectiva cristã apresentada por Bartolomeu I, o cuidado com a criação está diretamente ligado ao respeito pela dignidade humana.

Por isso, ele defende uma mudança profunda nas atitudes individuais e coletivas, envolvendo também a política, a economia, a educação, a ciência, a tecnologia e as próprias Igrejas e religiões.

Matéria: Canção Nova notícias/ Adaptação: Talles Honorato

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