FIM DA ESCALA 6x1: SAIBA O QUE PODE MUDAR PARA OS TRABALHADORES SE A PROPOSTA FOR APROVADA
- 28 de mai.
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A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 modelo em que o funcionário trabalha seis dias e folga apenas um voltou ao centro dos debates no Congresso Nacional e pode provocar mudanças significativas na rotina de milhões de trabalhadores brasileiros.
O texto em discussão prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além da ampliação do descanso semanal remunerado.
Pela proposta apresentada na Câmara dos Deputados, os trabalhadores passariam a ter dois dias de folga por semana, preferencialmente incluindo o domingo, a mudança começaria a valer cerca de 60 dias após a promulgação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição), caso seja aprovada pelo Congresso.
O acordo articulado entre governo federal e lideranças da Câmara prevê uma transição gradual, inicialmente, a carga horária semanal cairia de 44 para 42 horas, após um período de até 12 meses, a jornada seria reduzida para 40 horas semanais.

Imagem: Bruno Spada Câmara dos Deputados
Segundo o governo federal, a proposta pode beneficiar milhões de trabalhadores, especialmente setores como comércio, supermercados, telemarketing, serviços e alimentação, onde a escala 6×1 é amplamente utilizada.
Dados divulgados pela Secretaria de Comunicação Social apontam que cerca de 37 milhões de brasileiros trabalham atualmente em jornadas de 44 horas semanais.
A proposta também prevê que não haja redução de salários, mantendo o rendimento integral dos trabalhadores mesmo com a diminuição da carga horária.
Apesar do avanço das discussões, o texto ainda enfrenta resistência no Congresso, um pedido de vista apresentado na comissão especial da Câmara adiou a votação do relatório na última terça-feira (26), a análise deve ser retomada nos próximos dias.
Nas redes sociais, o tema mobilizou debates entre trabalhadores, empresários e parlamentares, enquanto defensores argumentam que a medida melhora a qualidade de vida e reduz impactos na saúde mental, críticos demonstram preocupação com possíveis custos para empresas e adaptações no mercado de trabalho brasileiro.
Matéria: MEON/ Adaptação: Talles Honorato



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