DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DA MAIOR CIDADE DO VALE DO PARAÍBA ESQUENTA E PARLAMENTARES SE VOLTARAM CONTRA O INDICADO DO ATUAL PRESIDENTE DA CASA
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A sucessão da presidência da Câmara Municipal de São José dos Campos começou a ganhar contornos de disputa interna e já provoca divergências dentro da própria base de apoio do governo Anderson Farias (PSD).
Nos bastidores do Legislativo, um grupo de vereadores tem demonstrado resistência ao nome do vereador Rafael Pascucci (PSD), apontado como candidato do atual presidente da Casa, Roberto do Eleven (PSD), para comandar o parlamento no próximo biênio.
Apesar de integrarem a base governista, os vereadores Lino Bispo (PL), Zé Luís (PSD), Renato Santiago (União Brasil), Milton Vieira (Republicanos) e Marcão da Academia (PSD) têm manifestado insatisfação com a escolha de Rafael Pascucci, o grupo dos chamados “dissidentes” defende uma discussão mais ampla sobre a sucessão e busca construir uma alternativa dentro do próprio bloco governista.
O principal nome desse movimento é o vereador Lino Bispo (PL), que trabalha para viabilizar sua candidatura à presidência, em seu quinto mandato consecutivo na Câmara, Lino é um dos parlamentares mais antigos do Legislativo joseense e atualmente é vice-presidente do diretório municipal do PL.
Do outro lado, Rafael Pascucci (PSD) está em seu segundo mandato como vereador, advogado e servidor público municipal, ele conta com o apoio do atual presidente Roberto do Eleven (PSD) para a sucessão.
O vereador Cláudio Apolinário (PSD) tem adotado uma posição mais cautelosa, segundo interlocutores, ele sinalizou que poderá apoiar Lino Bispo (PL) caso a candidatura ganhe musculatura política suficiente para se tornar viável, caso contrário, a tendência é que acompanhe a indicação de Rafael Pascucci (PSD).
As divergências já vieram à tona nas reuniões internas da bancada governista, de acordo com relatos de participantes, o clima esquentou nos encontros mais recentes que discutiram a sucessão da Mesa Diretora.

Imagem: Reprodução
Marcão da Academia (PSD) teria confrontado de forma acalorada com o presidente Roberto do Eleven (PSD) dizendo que o grupo não concorda com a escolha de Rafael Pascucci (PSD) como nome da base à presidência.
Enquanto isso, o governo municipal tem adotado postura de neutralidade, a orientação, segundo fontes ligadas à administração, é que os próprios vereadores construam um consenso sobre quem deverá assumir o comando da Câmara a partir de 2027, a única condição estabelecida seria que o futuro presidente pertença à base de apoio do Executivo.
A neutralidade do Governo no impasse se trata de cautela para não perderem nenhum vereador da base, o que significaria terem dificuldades para aprovarem projetos na Câmara.
Outro fator que aumenta a pressão sobre a disputa envolve a composição partidária, vereadores do Partido Liberal (PL) que eventualmente deixarem de votar em Lino Bispo, também do PL, poderão enfrentar questionamentos internos e até sanções políticas dentro da legenda, o que adiciona um componente estratégico às negociações.
Com meses de antecedência em relação à eleição da Mesa Diretora, a corrida pela presidência da Câmara já expõe divisões, articulações e disputas por espaço dentro da base governista.
Nos bastidores, a avaliação é de que o processo está longe de uma definição e que novas movimentações devem ocorrer nas próximas semanas, a eleição para escolher o novo presidente da Câmara deve acontecer no segundo semestre de 2026, ainda sem previsão de data.
Matéria: Aqui Vale/ Adaptação: Talles Honorato

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