CONFIANÇA NO COMÉRCIO CAI PELO SEGUNDO MÊS SEGUIDO EM MARÇO, SEGUNDO FGV IBRE
- há 10 horas
- 2 min de leitura
Divulgado nesta segunda-feira (30) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do FGV IBRE caiu 2,7 pontos em março, alcançando 84,6 pontos, recuando pelo segundo mês consecutivo. Em médias móveis trimestrais, o recuo foi de 1,3 ponto, para 87,7 pontos.
A pesquisa mostrou que houve queda da confiança em cinco dos seis principais segmentos do setor analisados, influenciada, principalmente, pelas expectativas para os próximos meses.

Imagem: Roberto Dziura Jr/AEN
No menor resultado desde setembro de 2025, quando foi de 82,6 pontos, o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 4,4 pontos, atingindo o patamar de 85,1. Dentre os quesitos que compõem o índice, os resultados seguiram o mesmo sentido. O resultado do indicador que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses mostrou queda de 2,9 pontos, para 89,2 pontos, enquanto o que avalia as expectativas sobre a tendência dos negócios nos próximos seis meses recuou em 5,7 pontos, para 81,6 — terceira queda consecutiva e o menor nível desde março de 2021, quando foi de 72,4 pontos.
Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) também mostrou recuo de 0,8 ponto em março, para 84,8 pontos, o menor nível desde abril de 2021. O indicador que mede a avaliação sobre a situação atual dos negócios atingiu 86,3 pontos ao subir 0,1, enquanto o que avalia o volume de demanda atual caiu 1,8 ponto, para 83,6 pontos — menor patamar desde junho de 2020, quando foi de 77,7 pontos.
Segundo a economista do FGV IBRE Geórgia Veloso, a confiança do comércio em março recuou pelo segundo mês consecutivo, devido, principalmente, à deterioração das expectativas puxadas pela piora nas perspectivas sobre a tendência dos negócios, que passaram a indicar pessimismo para os próximos meses. “Ao mesmo tempo, as avaliações sobre a demanda atual também se enfraqueceram, atingindo patamar próximo ao observado em 2020, reforçando o quadro de pressão sobre a confiança”, comentou.
A economista explicou que o cenário de política monetária ainda restritiva no curto prazo e de elevado endividamento das famílias fizeram com que o varejo encerrasse o primeiro trimestre de 2026 em um ambiente ainda desafiador. Ela reforça que, mesmo com a resiliência do mercado de trabalho, a renda tem sido insuficiente para aquecer a demanda no setor.
Fonte: Brasil 61 - Com informações do FGV IBRE

Comentários