CGU ABRE PROCESSOS CONTRA 14 SERVIDORES NO CASO 'ABIN PARALELA' E RECOMENDA DEMISSÕES
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A CGU (Controladoria-Geral da União) abriu processos administrativos disciplinares e recomendou a demissão de ao menos 14 servidores públicos no caso conhecido como “Abin Paralela”. Entre os alvos estão oficiais de inteligência e policiais federais, inclusive agentes que não foram formalmente indiciados pela Polícia Federal. As apurações envolvem condutas atribuídas à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante as gestões de Alexandre Ramagem e de Victor Carneiro, no governo de Jair Bolsonaro. Segundo a CGU, houve desvio de finalidade em ações de inteligência motivadas por interesses políticos.

Imagem: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Um dos episódios analisados diz respeito à atuação da Abin contra a jornalista Luiza Alves Bandeira, pesquisadora do DFRLab, ligado ao Atlantic Council. Durante o governo Bolsonaro, ela mapeou redes de desinformação e ataques coordenados nas plataformas digitais. De acordo com a CGU, o monitoramento realizado pela Abin contra a jornalista foi considerado irregular. O órgão afirma que a ação “foi clandestina, pois fora motivada por questões políticas de interesse do então governo, em detrimento da finalidade pública”. O processo também aponta uso indevido do software First Mile, empregado para monitoramento de números de celular.
Fonte: Folha de São Paulo