BASE DO GOVERNISTA REJEITOU 36 REQUERIMENTOS DE INFORMAÇÕES DA OPOSIÇÃO EM TAUBATÉ
- há 1 dia
- 2 min de leitura
A base aliada ao governo do prefeito Sérgio Victor (Novo) rejeitou, na sessão da última terça-feira, (24), na Câmara Municipal de Taubaté, um total de 36 requerimentos apresentados por vereadores da oposição e independentes.
Os documentos solicitavam informações e providências da Prefeitura e de órgãos da administração municipal em áreas como saúde, educação, mobilidade, segurança e assistência social.
A base governista é composta por 11 vereadores, Alberto Barreto (PRD), Ariel Katz (PDT), Bilili de Angelis (PP), Boanerge dos Santos (União Brasil), Dentinho (PP), Edson Oliveira (PSD), Neneca (PDT), Nicola Neto (Novo), Richardson da Padaria (União Brasil), Bobi (PRD) e Zelinda Pastora (PRD).
Durante a votação, Alberto Barreto e Boanerge dos Santos não estavam presentes, e o presidente da Casa, Richardson da Padaria, não votou.
Do outro lado, oito vereadores são classificados como oposição ou independentes, Diego Fonseca (PL), Douglas Carbonne (Solidariedade), Isaac do Carmo (PT), Jessé Silva (Podemos), Moises Pirulito (PL), Nunes Coelho (Republicanos), Talita (PSB) e Vivi da Rádio (Republicanos), Jessé Silva e Nunes Coelho não participaram da sessão no momento da votação.
Os 36 requerimentos rejeitados abordavam demandas consideradas prioritárias por parlamentares da oposição, entre eles, pedidos de esclarecimento sobre a ausência de transporte escolar em bairros como Chácaras Ingrid e Chácara Silvestre, falta de auxiliares de inclusão e de transporte escolar, além da carência de profissionais para atendimento de alunos com TEA na rede municipal.

Imagem: Divulgação Câmara Municipal de Taubaté
Também estavam incluídas solicitações relacionadas à saúde, como reforço no atendimento de ginecologia no Posto Santo Antônio, prestação de serviços de radiologia nas UPAs e informações sobre despesas do Fundo Municipal de Saúde, na educação, foram barrados pedidos sobre execução orçamentária da secretaria, convênios com a Funcabes e viagens oficiais do secretário da pasta.
Outros requerimentos tratavam de temas como condições de trabalho na Secretaria de Mobilidade Urbana, estrutura da vacinação e aumento de casos de dengue, manutenção de escolas, coleta de lixo, melhorias em estradas, iluminação pública, transporte coletivo, segurança no centro da cidade durante a madrugada e atrasos no pagamento de profissionais.
Ainda foram rejeitados pedidos sobre apoio às famílias atingidas por enchentes, regularização fundiária no bairro Santa Tereza, políticas habitacionais como aluguel social e distribuição de materiais de construção, além de questionamentos sobre contratos, benefícios e condições de trabalho de servidores e terceirizados.
A rejeição em bloco impede que a Prefeitura seja obrigada a responder aos questionamentos, já que requerimentos aprovados devem ser atendidos em até 15 dias úteis. Sem a aprovação, não há obrigatoriedade de resposta por parte do Executivo.
O cenário mostra uma disputa política no Legislativo municipal, o bloqueio sistemático de requerimentos por parte da base governista levanta questionamentos sobre possíveis impactos na transparência administrativa e na qualidade dos serviços públicos, além de colocar em debate uma das principais funções dos vereadores, que é a fiscalização das ações do Executivo.
Matéria: T7 News/Adaptação: Talles Honorato



Comentários