PSG FOI BICAMPEÃO DA CHAMPIONS LEAGUE
- 5 de jun.
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Após empate em 1 a 1 no tempo normal e um placar zerado na prorrogação, o Paris Saint-Germain se tornou a segunda equipe a revalidar o título na era Champions League ao vencer o Arsenal nos pênaltis por 4 a 3 na Puskas Arena, em Budapeste, na Hungria no último sábado (30/05).
O Brasileiro Gabriel Magalhães perdeu o último pênalti do Arsenal, que definiu o bicampeonato dos Franceses, o clube Parisiense repetiu o feito do Real Madrid, que faturou o bicampeonato consecutivo nas temporadas 2015/16 e 2016/17 – no ano seguinte, o Real somou mais uma Orelhuda a sua coleção.
O PSG chegou ao bicampeonato embalado por uma campanha dominante no mata-mata, os Franceses marcaram 45 gols na competição na temporada, com 19 deles saindo nas fases decisivas, nas quais eliminaram os gigantes Chelsea, Liverpool e Bayern de Munique e superaram o Arsenal.
· DOMÍNIO E INVICTABILIDADE:
Liderado por Luis Enrique, que chegou ao terceiro título da competição, o PSG está invicto há 12 jogos de mata-mata e passou na final pelo único time invicto na Champions.
O time do técnico Mikel Arteta havia sofrido até a final apenas seis gols e ficou 9 dos 14 jogos sem ser vazado, se mantivesse a escrita, conquistaria o título inédito, já que saiu na frente em Budapeste.
Após muito penar ao longo de sua história, o time francês prova que encontrou a fórmula do sucesso europeu, tendo conquistado a glória inédita na temporada passada com uma goleada de 5 a 0 sobre a Inter de Milão, a equipe espanta de vez qualquer rótulo de “azarão” e se coloca na prateleira dos gigantes ao garantir o difícil bicampeonato consecutivo.
O sonho da primeira orelhuda do Arsenal foi adiado mais uma vez. Atual campeão inglês após um jejum de 22 anos, o clube londrino entrou em campo tentando curar a velha ferida da temporada 2005/2006 (quando foi vice para o Barcelona em Paris), o novo vice-campeonato mantém a amarga espera e aumenta o drama da equipe na competição continental.

Imagem: Odd Andersen /AFP
· ESTRATÉGIA E GOLS:
Arteta iniciou a decisão com o alemão Kai Havertz no lugar do sueco Viktor Gyökeres no ataque, e a aposta funcionou logo no início do jogo, autor do gol do título do Chelsea na vitória por 1 a 0 na final da Champions de 2021 contra o Manchester City, Havertz abriu o placar aos 6 minutos do primeiro tempo.
Em uma jogada próxima à linha do meio campo, o Brasileiro Marquinhos tentou afastar uma bola que explodiu em Trossard e sobrou para o atacante Alemão, ele disparou pela esquerda, invadiu a área e disparou um chute forte e preciso, quase sem ângulo, a bola passou por cima do goleiro Safonov.
Em vantagem no placar, o Arsenal soube preencher os espaços e dificultou muito as criações ofensivas do Paris Saint-Germain, que tinha muito mais posse de bola (cerca de 80%) e até conseguia finalizar, mas sem qualidade para superar o goleiro Raya no primeiro tempo.
· PRESSÃO E IGULDADE:
Os times voltaram sem alterações para a segunda etapa. Neutralizado no primeiro tempo, o PSG precisa de mais velocidade para desestabilizar o efetivo esquema defensivo rival ou mais brilho de suas estrelas.
Apagado na decisão até então, o georgiano Kvaratskhelia sofreu pênalti aos 17 minutos, após uma tabela com Dembélé, ele foi derrubado com uma falta por trás de Mosquera, Dembélé cobrou forte e rasteiro no canto direito de Raya, que pulou para o lado errado, e empatou.
Logo após o gol, Arteta mexeu no Arsenal e colocou Jurrien Timber e Gyökeres nos lugares de Mosquera, pendurado com cartão amarelo no começo do segundo tempo, e Odegaard, Havertz foi recuado para o meio-campo, o time francês cresceu no jogo.
Aos 32, Kvaratskhelia apareceu novamente com perigo para a defesa do Arsenal. Ele partiu em velocidade pela esquerda e conseguiu a finalização, que desviou em Lewis-Skelly e bateu na trave.
O Georgiano, visivelmente cansado, foi substituído aos 38 por Barcola. Poucos momentos antes, Gabriel Martinelli e Madueke entraram no lugar de Trossard e Saka no Arsenal.
· PRORROGAÇÃO EQUILIBRADA:
O time francês desperdiçou uma ótima chance de definir o duelo nos 90 minutos, quando Vitinha finalizou, de fora da área, por cima do gol de Raya, aos 43, já nos acréscimos, Dembélé mancava demonstrando desconforto na perna direita e foi substituído por Gonçalo Ramos, no último lance do tempo regulamentar, Barcola puxou o contra-ataque pela esquerda e finalizou para fora.
Na prorrogação, o Arsenal colocou Eze e Zubimendi nos lugares de Havertz e Lewis-Skelly e conseguiu seus primeiros escanteios na partida, o PSG, com continua com mais volume de jogo, mas o Arsenal conseguia algum perigo. No final do primeiro tempo da prorrogação, Madueke passou por Nuno Mendes e pareceu ser derrubado dentro da área. Apesar das reclamações do Arsenal, o pênalti não foi marcado.
O segundo tempo da prorrogação deixou nítido os jogadores esgotados fisicamente, os dois times chegaram a finalizar, mas os atletas pareciam mais receosos em cometer algum erro do que de buscar o gol para definir o título.
· DRAMA NAS PÊNALIDADES MÁXIMA:
A disputa na marca da cal foi cheia de alternâncias e decidida apenas na última cobrança, em um duelo particular de Brasileiros:
1ª cobrança: Gonçalo Ramos abriu convertendo para o PSG. Gyökeres bateu em seguida e empatou para o Arsenal. (1 a 1).
2ª cobrança: Doué cobrou bem e recolocou os franceses na frente. O Arsenal desperdiçou sua primeira cobrança com Eze. (2 a 1).
3ª cobrança: O PSG devolveu o presente com Nuno Mendes perdendo a cobrança. Declan Rice não perdoou e deixou tudo igual novamente. (2 a 2).
4ª cobrança: Hakimi marcou para o time de Paris, e o brasileiro Gabriel Martinelli manteve o Arsenal vivo balançando as redes. (3 a 3).
5ª cobrança: O zagueiro Brasileiro Lucas Beraldo chamou a responsabilidade e marcou para o PSG. Com a pressão nas costas, o também brasileiro Gabriel foi para a batida final pelo Arsenal, mas desperdiçou, garantindo a taça para os franceses. (4 a 3)
Matéria: Talles Honorato

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