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ELETRONUCLEAR TEM CAIXA PARA TRÊS MESES E QUER RENEGOCIAR EMPRÉSTIMOS COM BANCOS PÚBLICOS

  • Foto do escritor: PONTO NEWS
    PONTO NEWS
  • 2 de jan.
  • 2 min de leitura

O diretor-presidente interino da Eletronuclear, Alexandre Caporal, afirmou em entrevista ao g1 que a empresa está em um "nível de caixa totalmente baixo". Por conta disso, explicou que a empresa só vai conseguir honrar seus compromissos por um período relativamente curto de prazo, de dois a três meses. "Acho que a gente não passa muito mais que isso", declarou Alexandre Caporal. Segundo o presidente, a estatal não deve pedir aporte de recursos ao Tesouro Nacional para honrar seus compromissos financeiros, mas que será necessário que bancos públicos que emprestaram quase R$ 7 bilhões à estatal suspendam temporariamente a cobrança da dívida. Sem essa interrupção, explicou ele, a empresa vai "sangrar até morrer".

Imagem: Eletronuclear

Caporal define a situação da Eletronuclear como "crítica". O Tesouro Nacional é um órgão do Ministério da Fazenda responsável por gerenciar as finanças públicas, a dívida federal e os recursos arrecadados, atuando para garantir o equilíbrio fiscal do país e administrar o dinheiro de impostos e os gastos do governo. Aporte é uma injeção de dinheiro. Nas estatais, o governo pode aportar recursos para cobrir déficits, financiar investimentos, capitalizar a empresa ou manter os serviços funcionando, especialmente aquelas que não geram receita suficiente para cobrir suas despesas. A suspensão dos pagamentos, que já foi concedido por seis meses em 2024, daria fôlego financeiro para a Eletronuclear até que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) defina o destino da usina nuclear de Angra 3 – cujas obras estão paradas há cerca de 10 anos. O serviço da dívida deve somar R$ 800 milhões neste ano, afirmou Caporal. Com os gastos em manutenção da usina, os valores totais com Angra 3 superam R$ 1 bilhão por ano.

 

Fonte: Portal G1

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